Simone
Palco MPB
28/03/2011
Teatro Nelson Rodrigues
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28/03/2011
Teatro Nelson Rodrigues




Para quem - como eu - teve o imaginário infantil habitado pelas astúcias do fanfarrão Zé Colmeia e seu parceiro, o certinho Catatau, o Filme Zé Colmeia deixa muito a desejar.
O filme O ilusionista, dirigido por Sylvain Chomet, não é recomendado para quem - ao menos uma vez na vida - tentou cortar os pulsos. O ilusionista é aterradoramente tristíssimo. E, por isso também, um filme assustadoramente belíssimo.
Nise da Silveira é um exemplo de teimosia e coragem. Sem dúvidas, é uma das mulheres mais importantes do século XX e merecedora de todas as homenagens.
O filme Bruna Surfistinha mostra que o veneno do escorpião não é tão doce assim. Aliás, noutra perspectiva de leitura, levando-se em conta que o filme foi baseado no livro de memórias da garota de programa - O doce veneno do escorpião -, Bruna Surfistinha é quase vazio de veneno.
Além da vida, para um país que teve um médium como Chico Xavier, deixa muito a desejar. Ou seja, sabemos lidar muito melhor com as especulações sobre a espiritualidade.
Fico imaginando como seria a reação do público do final do século XIX diante de Labirinto, encenação de três textos do dramaturgo José Joaquim de Campos Leão - o Qorpo Santo.
Não há nada pior do que a expectativa. Ela sempre cria certezas que não se confirmam, simplesmente porque nada é como queremos que seja, e sim como são.
O filme dirigido por Tom Hooper passeia de forma leve por traumas complexos. Em O discurso do rei baixa autoconfiança, rejeições e recalques são explorados de fora para dentro: os cenários - frios, mofados e descascados - tentam plasmar a alma da personagem George, vivido por um excepcional Colin Firth.


Não dá para analisar com os mesmos dispositivos teóricos e/ou subjetivos toda peça artística. Ou seja, cada obra é única e requer do pretenso analista, comentarista, crítico... um olhar desautomatizado e virgem.
Em 127 horas James Franco prova - para quem ainda tinha dúvidas - que é um competente ator. A fluidez com que ele esmiúça o cromatismo da alma da personagem é impressionante.
Um parto de viagem é uma colcha de retalhos: para o bem e para o mal.