Eduardo Dussek
Gravação do DVD Dussek é show
Teatro Casa Grande
21/06/2011
Gravação do DVD Dussek é show
Teatro Casa Grande
21/06/2011






Finalmente assisti ao filme A suprema felicidade, de Arnaldo Jabor.
A série Macho Toys, de Fábio Carvalho, em exposição na Galeria Anna Maria Niemeyer até 18 de junho, investe no território militar para promover um deslocamento sutil nos núcleos daquilo que somos levados a entender como sendo as formas ideais do masculino.
Bartleby, o escriturário foi escrito por Herman Melville em 1853, mas ainda hoje causa estranhamento: aquele incômodo nos sentidos - que ora é traduzido pelo riso, ora pela tensão.
Rabbit hole - que no Brasil recebeu o medonho título Reencontrando a felicidade - é o mais recente filme do ultracontemporâneo diretor John Cameron Mitchell.
A vida alheia parece mesmo - desde sempre - ser melhor do que a nossa. Como consequencia disso, alimentamos maledicências, fofocas e, claro, a industria de celebridades, e enchemos as bancas com revistas e entupimos nossas caixas postais com spans de mensagens afins à mancheia.
Em A estupidez, em cartaz no CCBB-RJ até 29/05, cada segmento tem uma dinâmica própria, porém, e isso faz a graça lúdica da peça, tudo se mistura: adensando o fato de hoje vivermos em espaços esponjosos e fatalmente violados e afetados pelas ações do vizinhos.
Eu sou o número quatro é uma mistura simpática de High scholl com a série Crepúsculo.
O Rio de janeiro não é e é aquilo que vemos em Rio. Não é, e nem precisa ser, porque estamos no campo da intervenção, da criação. E é porque potencialmente desejamos que a cidade seja aquele lugar divino, maravilhoso.
Quantas dobras montam uma existência? Quantas cicatrizes cabem em um corpo? Quantas verdades podemos suportar?
Tirando o fato de que o "inimigo" são alienígenas ultra armados e colerizados - aliás, como costumeiramente são representados - o filme Invasão do mundo: batalha de Los Angeles pode ser visto como mais um episódio desses programas de TV que acompanham a rotina de policiais, bombeiros, médicos e tais.
Nordestino não gosta de ver carioca e/ou paulista representando sua gente. Não se trata de identificação, nem purismo. A questão é que na maioria das vezes tudo descamba para uma caricatura tacanha: que apenas busca o riso fácil, não dos nordestinos, mas dos próprios cariocas e paulistas. Como a "senhora do destino" feita por Susana Vieira, por exemplo.