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terça-feira, maio 25, 2010

Arnaldo Antunes e Edgar Scandurra

Arnaldo Antunes e Edgar Scandurra
Peça MPB
Teatro dos Quatro
24/05/2010






segunda-feira, maio 10, 2010

Convite


Lançamento do novo livro de Lucas Viriato de Medeiros:

Contos de Mary Blaigdfield, a mulher que
não queria falar sobre o Kentucky (e outras histórias)


Restaurante Ettore do Leblon,

Rua Conde de Bernadotte, 26, lj.110

a partir das 19h

sábado, maio 08, 2010

Vanessa da Mata

Mulheres Brasileiras
Vivo Rio
07/05/2010


Participações: Dona Ivone Lara e Mart'nália

quarta-feira, maio 05, 2010

Carlinhos Brown Solo

Gravação do Programa Solo MPB
MPBFM

Teatro Poeira

04/05/2010


Apresentação Toni Platão

quinta-feira, abril 29, 2010

A urgência do instante

Dentre as efemérides da celebração pelos 50 anos de Renato Russo, o livro “Como se não houvesse amanhã” – coletânea de contos inspirados nas canções da Legião Urbana, organizada por Henrique Rodrigues – é uma boa homenagem ao cantor e compositor.
Todos os vinte contistas são, assumida e sensivelmente, fãs banda que ainda hoje mantém aficionados. A angústia produtiva e a inadaptação ao mundo, que atravessavam as canções também direcionam as tentativas de traduções interssemióticas do livro. Mesmo que as canções sejam uma referência distante, ou que versos apareçam diluídos nos textos, a lição de Renato foi introjetada.
Desde “Será”, de Daniela Santi, que abre o livro com lente hitchcockiana e persegue o amadurecimento prematuro, através de dramas sem motivos aparentes, de uma jovem estudante, até “Sagrado coração”, de Maurício de Almeida, de teor confessional, há algo que mina,
falta e jorra. Um remexer intenso e vazio nas caixas da memória.
O gozo erótico fica no plano escritural, pois a fisicalidade diegética está sempre fraturada. “Um corpo morto não goza”. Os sujeitos se paralisam diante dos convites e intimações da existência. Delírios, separações e sêmen no chão dão o tom.
A ausência de verdade, ou a proliferação exagerada delas, é uma das musas das canções da Legião Urbana. Buscar, dentro do sereno da madrugada, exaspera o querer do sujeito, como mostra o conto “Sereníssima”, de Ramon Mello. Há, aqui, um grito de alerta e a procura da palavra mais certa para dizer o indizível.
Este conto, aliás, é uma “ode” à canção popular. Muitas tessituras sonoras se cruzam, como os caminhos cruzados das personagens. A cama é tatame, o fracasso é relativizado pela inscrição do desejo amoroso e os atos são desenhados sobre acordos íntimos desbotados. O sujeito, exasperado, canta o eterno retorno do fim.
Para o bem e para o mal, o desespero, a ansiedade (adolescente) e o enfado diante do mundo provocam as ranhuras doídas e insofismáveis das canções da Legião Urbana e, consequentemente, dos contos. As personagens sem nomes próprios adensam o desejo de atingir o inconsciente do ouvinte-leitor e a intimidade é, por vezes, conseguida.
“Como se não houvesse amanhã”, com as irregularidades que marcam qualquer coletânea, é uma boa amostra sintomática de uma geração cuja certeza passa pela sabedoria de que algo se quebrou e está se quebrando.

Texto publicado no Jornal A União em 29/05/2010

Entre outros, ouvi, vi e li, por estes dias:


= Filme - Alice in the Wonderland - Não vi os créditos para as traduções de Augusto de Campos, mas o filme, um recorte bacana das histórias, é muito bem feito.
= Filme - Shutter Island - Mais um título brasileiro ridículo (Ilha do medo), para um filme bem armado.
= Filme - The box - Roteiro confuso para uma ideia forte.
= Filme - Did you hear about the Morgans? - Rende umas risadas aqui e ali.
= Filme - The men who stare at goats - Excelente e desbundado roteiro. Além das atuações brilhantes.
= Filme - Histórias de amor duram apenas 90 minutos - Um dos melhores filmes brasileiros de agora. Maduro, bem acabado e com enredo empolgante.
= Filme - Chico Xavier - Um roteiro de "novela das seis", mas que merece ser visto pela história de Chico.
= Filme - The road - Denso e pessimista (ao ponto).
= Filme - From Paris with love - Ação e humor (quase) em harmonia.
= Filme - The bounty hunter - Rende algumas risadas.
= Peça - Vicente celestino: a voz orgulho do Brasil - Impecáveis interpretações e um musical à altura do grande mestre.
= Peça - Dona Otília e outras histórias - Leve e precisa como um encontro casual em uma floricultura.
= Peça - Acorda, Zé! - Cenografia, figurino e atuações em perfeita sincronia.
= Peça - Fronteiras - Filosofia em cena.
= Dança - P.P.P. de Philippe Ménard - Performance aterradora fora a liquefação das certezas.
= Dança - Trittico do Balletto Dell'Esperia - Bonito de se ver.

segunda-feira, abril 26, 2010

Viradão Carioca 2010

Rita Ribeiro
24/04
18h
Praia do Leme





Sandra de Sá
24/04
20h
Praça XV





Paula Toller
24/04
22h
Cinelândia





Milton Nascimento
25/04
21h
Praça XV




segunda-feira, abril 05, 2010

Coleção Raízes da MPB

São 25 livros-CDs de compositores que representam
o nascimento da expressão musical brasileira,
contemplando suas biografias,
influências musicais e repertório.

Acesse:
http://raizesmpb.folha.com.br/

Já nas bancas!

quinta-feira, abril 01, 2010

Poemúsica ou Showversa

O Instituto Moreira Sales abrigou no recente 29/03 uma noite memorável, tanto para quem curte/estuda poesia, quanto para quem curte/estuda música e canção.
O evento Poemúsica reuniu Augusto de Campos, Cid Campos e Adriana Calcanhotto em uma celebração cerebral, corporal, visual e vocal da palavra feita canção.

Através de uma showversa, Augusto apresentou como as inovações da Poesia Concreta fizeram a cabeça sonora dos compositores contemporâneos brasileiros e vice-versa.
Augusto lembrou que a Poesia Concreta começou com música, pela ênfase no canto não "operístico" e pela substituição da declamação pelo que os concretistas chamaram de oralização.
Não é segredo para nenhum interessado no assunto que Webern, Schönberg, Berg, Cage e Varèse por exemplo, fizeram parte do paideuma dos concretistas. Mas Augusto destacou ainda a dicção de Lupicínio Rodrigues e Noel Rosa como "autores" básicos para a construção da filiação musical do movimento. Além de Billie Holiday, Dizzy Gillespie e Miles Davis, que fizeram da chegada de João Gilberto à cena cancional um júbilo de certezas.
Ou seja, Poesia Concreta pode sim ser ouvida, falada ou cantada. Contrariando alguns detratores de primeira ordem, Caetano Veloso, que segundo Augusto de Campos (em referência a uma fotografia em que Caetano aparece sombreado na cabeça de Augusto) "radiogravou" a intenção do poeta concretista ao cantar o poema "Dias dias dias" (1973) com a ênfase no som (polivocal) e nas citações metalinguísticas de Webern e Lupicínio.

Mais tarde, em 1975, Caetano reafirmaria a mirada sonora da Poesia Concreta ao gravar "O pulsar". Poema que regravaria outras vezes, inclusive ao vivo.
Sistematicamente, o trabalho de Cid Campos é a melhor tradução sonora da Poesia Concreta. O disco Poesia é risco, não me deixa mentir.
Mas, voltando a Poemúsica, os três poetas apresentaram a bela interpretação de "O verme e a estrela". Poesia de Pedro Kilkerry que está registrado no disco A fábrica do poema, de Adriana Calcanhotto. Aqui, graves e agudos se sobrepoem e dialogam buscando alcançar o eixo da mensagem de Kilkerry.

No momento Arnaut Daniel, Adriana cantou ao modo medieval uma bela canção - "Canção de amor cantar eu vim" - do poeta (conhecido pelas estruturas rítmicas e rímicas inventivas), fazendo a frequente questão - letra de música é poesia? - caducar. A sofisticação de Adriana deu a leveza exata à canção.Obviamente, Ezra Pound não poderia ficar de fora; e muito menos Herman Melville (com Calcanhotto tirado o "canto da baleia" do Cello).

"Sem saída" poema de Augusto, cantado por Calcanhotto no disco Maré, foi apresentado com citações e referências à "It's a long way", de Caetano Veloso. Afinal, sem saída é it's a long long long long way.

O momento Lewis Carrol, em que Augusto, Adriana e Cid apresentaram as traduções de Augusto, para a obra do escritor, foi a mais encantadora. No sentido de que a persona Partimpim de Adriana (quase) se fez presente. "O mocho e a gatinha" e "Canção da falsa tartaruga" foram interpretadas com cuidado estético e graça. Além de "Alface", tradução de Augusto para poema de Edward Lear.

Emily Dickson e Janis Joplin, entre outros, também foram lembradas e identificadas com a Poesia Concreta.

Por fim, ficou a confirmação de que a informação musical formou a poesia que pretendia ser “verbivocovisual” (expressão do Finnegans Wake, de Joyce).
Em um momento em que as produções (acadêmicas, ou não) sobre canção não param de aumentar, ouvir Augusto de Campos lembrar pontos (comodamento esquecidos) da história de nossa poesia e de nossa canção é fundamental e iluminador.
A união entre poesia experimental e música (para além da letra com a melodia) , oxalá, ainda renderá outros bons trabalhos e momentos como este do Poemúsica.
Quanto a Augusto, como ele próprio registrou, como disse Schönberg, “a melhor forma de entender a minha música é: esqueçam as teorias, o dodecafonismo, a dissonância e, se possível, a mim mesmo”.

segunda-feira, março 22, 2010

Convite


23/03 - 19h30
Terraço Brasil
Av. Cabo Branco, 1870 - João Pessoa/PB

Uma cidade cantada

O Rio de Janeiro está completando 445 anos. A cidade, pela generosidade da natureza e por servir como cenário de fatos decisivos da política e da cultura, é musa de odes e antiodes. Desde os tempos em que o Rio era mais tocado do que cantado (choros, polcas e maxixes), até os cantos falados do rap.
O livro “Canções do Rio – A cidade em letra e música”, organizado por Marcelo Moutinho, tenta registrar as mudanças da canção na cidade e da cidade na canção. Para tanto, o livro reúne seis ensaios de pesquisadores apaixonados pela cidade e pelo tema.
Seguindo a linha histórica, João Máximo abre os trabalhos escrevendo sobre a Lapa idealizada e a Mangueira vista como um céu no chão, do início do século 20. A favela e o Rio “por inteiro” se destacam e o jeito carioquês de sobreviver começa a ser formado.
Pegando o bastão, Sérgio Cabral escreve sobre as marchinhas. Para o autor, são elas que, com humor (carioca) e olhar agudo, abordam as questões sérias do cotidiano.
Em seguida, Nei Lopes, em uma espécie de texto-testemunho, observa o Rio através do samba. O subúrbio é cartografado e o autor defende que a violência está disseminada e influenciando os compositores. Ora mãe, ora mulher, o sambista tem sempre uma relação uterina com a cidade.
Já Ruy Castro, como não poderia deixar de ser, escreve sobre a Bossa Nova. O outro lado da cidade partida: a Zona Sul. Ele lembra que através da geografia de Copacabana e Ipanema o mundo conhece um Rio ensolarado. Pelo menos até as abordagens sociais, na década de 60, quando surge o “Nordeste de cartão-postal”, como tema.
Hugo Sukman amplia a abordagem da dissonância carioca. As injustiças e a consequente violência. O cantado arrastão é metáfora tanto do golpe militar, quanto dos assaltos coletivos. E é do centro dessa brutalidade que surge a MPB.
Sílvio Essinger fecha o livro com um texto sobre o rock (das bermudas), o rap e o funk. Ele aponta como estes ritmos se “descontraem” no contato com a carioquice, sem deixar de polemizar e criticar a beleza e o caos da cidade.
Por fim, vaza de todos os ensaios a vontade de entender a construção de identidade do Rio de Janeiro feito canção. O livro “Canções do Rio”, irregular, como a cidade, resulta em leitura leve, ideal para uma tarde quente de verão.

Texto publicado no Jornal A União em 17/04/2010

Entre outros, ouvi, vi e li, por estes dias:

= Peça O Ensaio - Montagem e atuações precisas para um roteiro cheio de meandros.
= Peça As cochambranças de Quaderna - As peças de Ariano Suassuna, quando montadas com o cuidado que elas exigem, como é o caso, rendem excelente entretenimento inteligente.
= Peça Tango, bolero e cha cha cha - A certeza de muita risada. Edwin Luise está impecável na pele da transexual Lana Lee.
= Peça Amadeus - Texto excelente desperdiçado em cruas atuações.
= Show Amor, festa e devoção - A diva Maria Bethânia em plena forma.
= Filme Um homem sério - Uma espiral de fumaça alimentada pelo humano em nós.

quarta-feira, março 17, 2010

segunda-feira, março 15, 2010

Convite


Cinema Odeon - Cinelândia
Rio de Janeiro
23/03 - 18h

sexta-feira, março 12, 2010

Convite


Cinemathèque
Voluntários da Pátria, 53 - Botafogo - RJ
27/03
19h

segunda-feira, março 08, 2010

Salto para a vida

A vida é um erro, um engano. Pelo menos quando o sujeito não se permite ser queimado pelo incêndio sobre a chuva rala. Ilusão e realidade são categorias que a cada instante perdem qualquer sentido racional. E as relações afetivas, no bojo da circularidade de emoções sem nome, tornam-se mais singulares, únicas e intransferíveis.
O livro “Salto mortal”, de Marion Zimmer Bradley (mais conhecida pelo livro que deu origem ao filme “As brumas de Avalon”), trata do amor entre dois trapezistas de circo. Apaixonados pela arte, Mário Santelli e Tommy Zane constroem uma relação pontuada de momentos que vão da mais delicada ternura à ira (quase) fatal.
Tommy (um adolescente, filho de domadores de leão) é o pupilo de Mário (o artista principal dos Santelli Voadores. O narrador (nas quase 900 páginas prazerosas do livro) acompanha de perto o amadurecimento (muitas vezes forçado) de Tommy e apresenta a relação dos dois com a mesma naturalidade com que o garoto se profissionaliza..
O trabalho de pesquisa desempenhado pela autora é de um rigor digno de muitos elogios. A riqueza de detalhes (sem quebrar a fluência da narrativa) é comovente e funciona para aprimorar a subjetividade das personagens. Marion Z. Bradley (incentivada pela exaustão técnica das personagens) cria o ambiente exato (tenso e luminoso) para que Tommy e Mário vivam. Ambos atravessados pelos acontecimentos históricos dos anos 1940 e início de 1950. Especialmente o moralismo norte-americano de então, que se reflete no perfeccionismo das personagens.
Apesar de o espaço narrativo (os bastidores dos espetáculos circenses) agir contra o amor dos dois, Tommy e Mário (cheios de medo e desejo) se arriscam no salto mortal. Eles percebem que as certezas, quando se trata do humano, minam e escoem a cada instante. O que solicita do sujeito a adaptação insofismável e contínua.
O amor à arte é o mesmo amor à vida e ao parceiro. Não há distinção, mas há a dificuldade (humana) de harmonizar as instâncias amorosas. Tommy e Mário precisam lutar tanto para manter a tradição de artistas exemplares, quanto para manter o amor que os une livre da hostilidade e do padrão moral ao redor.
Respeito aos sentimentos e admiração profissional é a meta das personagens de “The catch trap”, no original. Por fim, o livro de Bradley remete o leitor ao lugar em que a ilusão (um movimento bonito de corpo no ar) e a realidade (as queimaduras nas cordas da rede de proteção) se tocam, imbricam-se e dão sentido à vida humana.

Texto publicado no Jornal A União em 06/03/2010

Entre outros, ouvi, vi e li, por estes dias:

= Filme Edge of darkness (O fim da escuridão) - Mais um na linha "teoria da conspiração". Mas com boas cenas de suspense.
= Filme An Education (Educação) - Um tema sempre atual, com ótimas atuações. Um ensaio sobre ser e ter.
= Filme Brothers (Entre irmãos) - O cartaz não diz nada sobre este bom filme.
= Show Pimenteira (Pedro Miranda) - Um acontecimento para a história do samba.
= Show Dez cordas do Brasil (Jaime Alem) - Quente como as noites quentes do interior. A participação de Rita Ribeiro é sempre especialíssima.

sábado, março 06, 2010

Convite


Livraria Travessa
Rua Visconde de Pirajá - Ipanema-RJ
15/03
19h30

segunda-feira, março 01, 2010

Cafona ao ponto

O fato de Wilson Simonal aparecer (depois de ter sido posto no limbo musical) ao lado de Waldick Soriano (no documentário Wilson Simonal - Ninguém sabe o duro que dei) é por demais forte simbolicamente.
Independente do que Simonal tenha feito na vida particular, nada justifica a forma tacanha de como sua carreira terminou, depois dele ter revolucionado a canção popular com sua voz e seu modo de cantar. Ele alcançou o ápice do sucesso popular.
Já Waldick Soriano sempre foi tido como um cantor polêmico e cafona, portanto, desde sempre lidou com as críticas elitistas às suas canções e interpretações. Até tornar-se cult e querido dos moderninhos.
No livro Eu não sou cachorro, não: Música popular cafona e ditadura militar, o historiador Paulo César de Araújo tenta argumentar que ser ou não ser cafona é uma questão que passa pelo gosto individual de quem ouve. Seja o crítico, seja um pequeno grupo que não pode responder pelo todo.
Mesmo exagerando em alguns pontos, como quando comete afetadas generalizações, na tentativa de justificar o corpus e a tese, Paulo César levanta a coerente questão: vender muito, lotar casas de shows e ser popular (ter o aceite do povo) significa que a obra do artista não presta? O fato é que, com o nosso costume de pichar quem faz sucesso (muitos artistas se vangloriam de vender pouco), muitas obras, na maioria das vezes, nem são analisadas com o cuidado necessário. Já são lançadas sob estigmas destrutivos.
Ora, Simonal agregou duas atitudes fatais: vendia muito (os shows lotavam) e perdeu o crédito com a esquerda política. Ou seja, passou do cantor, que gravara os hits dos "cheios de bossa" da época, ao cafona (desprestigiado), que cantou para meia dúzia de gatos pingados nas praças públicas. Ao ponto de dividir o espaço de um comercial de supermercado, ao lado de (pasmem!) Waldick Soriano, o hiper cafona.
O caso Simonal prova que a crítica, tristemente, teima em lidar com uma questão de gosto e não com instrumentos isentos de afetos que limitam a análise. Simonal era o moderno, mas "atingiu" a inteligentzia brasileira e caiu no limbo.
O livro de Paulo César de Araújo - "Eu não sou cachorro, não" - deve ser lido (criticamente) naquilo que tem de essencial: a invisibilidade das canções e dos artistas cafonas promovida pela crítica musical e acadêmica.

Texto publicado no Jornal A União em 27/02/2010

Entre outros, ouvi, vi e li, por estes dias:

= Peça Hamelin - Montagem crua para um texto denso e de tema complexo. Até 25/04 no CCBB-RJ.
= Disco Tantas marés (Edu Lobo) - Delicado e belo.
= Show Badi Assad - Excepcional performance de uma excepcional estrela de nossa canção.