
O homem que engarrafava nuvens = O documentário-musical apresenta a vida e a obra do compositor, advogado, deputado federal e criador das leis de direito autoral, Humberto Teixeira, "o doutor do baião", como denominou Luiz Gonzaga, seu parceiro em muitas canções. O filme tem depoimentos importantes para o entendimento da evolução de nossa música. Não fosse o egotrip da filha de Teixeira, a atriz Denise Dumont, o filme seria perfeito.
Se nada mais der certo = Cauã Reymond em eficiente atuação. Destaque para a personagem andrógina de Caroline Abras (trabalho incrível). A densidade do papel de João Miguel. E atuação sempre inquietante de Milhem Cortaz, agora como um travesti.

Verônica = Andréa Beltrão vive a professora/protagonista que dá nome ao filme. Certo dia, a professora descobre que os pais de um de seus alunos foram assassinados e o menino está sendo seguido pelo tráfico e pela polícia corrupta. Assim, ela decide proteger o garoto e salvar a própria vida, que andava sem graça. O filme tem excelentes cenas de ação e é uma oportunidade de ver a atriz num papel distante da comédia. Muito bom perceber que já somos capazes de criar um thriller policial tão bom!

Paulo Gracindo, O bem amado = Paulo Gracindo (1911-1995) foi um dos atores mais populares do país. Através de depoimentos de colegas e amigos e de um rico material, o filme trata da trajetória do ator, com todas as dificuldades enfrentadas por uma vida dedicada à arte.
A guerra dos Rocha = Ary Fontoura reforça seu importante e competente trabalho como ator. O filme é mais um "cinema pipoca" do Jorge Fernando, em que três filhos vivem em pé de guerra sobre quem deve ficar com a mãe (Fontoura). Só vale mesmo pela atuação de Fontoura, no mais o roteiro é confuso e as atuações (não todas) são caricatas e estereotipadas.

Rinha = Filme com cenas reais traz à tona a polêmica sobre as lutas clandestinas em um contexto de festa regada a álcool, drogas, sexo e muitos dólares, em que ricos pagam para pobres lutarem. Filme denso, com cenas fortes e humor negro interesante. Interessante para perceber como certos conceitos hierárquicos continuam fortes na nossa sociedade.

A Erva do Rato = Baseado em dois contos de Machado de Assis - "A Causa Secreta" e "Um Esqueleto", Júlio Bressane cria um clima claustrofóbico sobre a relação de Ele (Selton Mello) e Ela (Alessandra Negrini). De textos ditados por Ele e copiados por Ela a relação passa à fotos eróticas dela que são roídas por um rato. Ele vai a loucura, enquanto Ela tem tesão. O filme causou desconforto diante de cenas em que Ele tira fotos de Ela nua em posições "ginecológicas".

3 comentários:
Que maratona deliciosa. suas observações estão ótimas. vontade de ver todos. devia publicá-las na folha. beijos
Léo meu amigo, parabéns pelo texto, muito bem escrito, deu até vontade de ver alguns desses filmes (se eh que eles vão chegar por aqui...)
Aqui era muito pequeno pra você!
bjoss!!
isto, esnoba mesmo.
deixa a gente aqui na província no maior complexo de culpa.
judia, judia, judia com força....
eu queria ver o rato do bressane.
adoro bressane in totum.
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